Perda muscular após os 50 anos

A perda muscular após os 50 anos é muito mais comum do que se imagina. A sarcopenia, como é conhecida, atinge em média 40% da população acima de 65 anos e 60% dos indivíduos com mais de 80 anos. É um problema silencioso e pouco conhecido da população, já que há constante preocupação com a osteoporose, o infarto, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e a perda de memória, problemas com altas incidências nessas faixas etárias.

A sarcopenia é o processo natural e progressivo de perda de massa muscular (músculos), característico do envelhecimento. A pessoa pode manter o mesmo peso por anos, mas a composição corporal muda e, em muitos casos, durante testes, percebe-se que mais de 80% do peso do corpo é composto de gordura, por exemplo. Ou seja, o peso permaneceu o mesmo, mas a pessoa perdeu massa magra e ganhou gordura.

Na prática, quanto menos músculo o indivíduo possui, menores são sua força e funcionalidade, o que contribui para um maior risco de quedas, fraturas e hospitalizações recorrentes. Após a quinta década de vida, perdemos entre 1% e 2% da massa muscular por ano — mas alguns fatores aceleram o fenômeno. Sedentarismo, alimentação pobre em proteínas, doenças crônicas e hospitalização estão entre as principais causas.

É preciso ficar atento, porque normalmente as pessoas demoram para notar a perda muscular e quase nunca a previnem. Isso ocorre porque os sintomas são comumente associados à falta de vitaminas, “energia” e cansaço típicos da idade, mas quase nunca são relacionados à perda de massa magra.

No entanto, a perda de massa muscular pode ser amenizada com a prática de atividade física regular. Musculação, pilates, caminhada, corrida e bicicleta são boas opções. O ideal é realizar 150 minutos semanais de exercícios.