A AMBEP inicia hoje o quadro “Alerta de Desinformação – AMBEP esclarece”, com o objetivo de levar informações claras, responsáveis e baseadas em fatos aos seus associados.
A proposta é simples: diante de temas que têm gerado dúvidas, inquietação e diferentes interpretações, a Associação se posiciona de forma transparente, contribuindo para que todos tenham acesso à informação correta.
Ao longo desta semana, novos conteúdos serão publicados abordando outros assuntos que vêm causando questionamentos entre os associados.
Tema de estreia: A AMBEP defende a migração?
A resposta é NÃO!
A AMBEP não é favorável à migração neste momento e não a incentiva, por uma razão objetiva: não existe, até agora, um plano aprovado que possa ser apresentado aos participantes.
Entenda o contexto
Hoje, existem duas possíveis alternativas para enfrentamento do problema que impacta os assistidos:
1. A solução ideal
Seria que a Petrobras assumisse não apenas a sua parte da dívida, mas também a dos participantes.
No entanto, essa possibilidade não pode ser implementada neste momento, pois há impedimentos legais que limitam a atuação dos gestores. Dessa forma, essa alternativa depende de uma decisão judicial favorável, que ainda não ocorreu.
2. A construção de uma solução negociada
Diante desse cenário, o caminho possível passa por uma negociação.
E toda negociação precisa ser baseada no princípio do equilíbrio entre as partes, ou seja, uma solução “ganha-ganha”, com atratividade e viabilidade para todos os envolvidos.
Após diversos debates e discussões, o que se conseguiu avançar até aqui foi a possibilidade de criação de um novo plano.
Importante destacar:
➡️ Esse plano ainda não foi aprovado
➡️ Não foi submetido aos órgãos competentes
➡️ Não existe formalmente até o momento
O que já avançou:
Apesar de ainda não haver uma proposta concreta, houve evolução em pontos importantes:
- Convergência de premissas junto à Petrobras
- Participação em uma comissão* técnica de avaliação
- Discussões envolvendo diferentes atores do processo
* Essa comissão contou com representantes da Petrobras, Petros, participantes do Fórum e órgãos reguladores como SEST e PREVIC.
Vale ressaltar que se tratou de um grupo técnico de trabalho, e não de uma comissão formal instituída pelo governo.
O principal impasse
Neste momento, o avanço das negociações esbarra em um ponto central:
👉 O valor que a Petrobras pagaria para assumir o risco de perda das ações judiciais, que poderão fazer parte do amplo acordo judicial proposto.
Esse fator é determinante para a continuidade das negociações e para isso dependemos do sucesso da intermediação do TCU (Tribunal de Contas da União).
Pontos de atenção importantes
A AMBEP também chama atenção para alguns aspectos relevantes nesse debate.
Há diferentes interesses envolvidos. Parte dos participantes aposta na possibilidade de êxito em ações judiciais, o que pode gerar indenizações ou honorários — o que é legítimo.
Porém, é importante considerar que, caso essas ações sejam bem-sucedidas, os custos serão rateados entre os participantes do plano, o que pode aumentar a probabilidade de novos PEDs no futuro.
Compromisso com a informação
A AMBEP reafirma seu compromisso com a transparência, com a responsabilidade e, sobretudo, com a defesa dos interesses dos seus associados.
Seguiremos acompanhando o tema e atuando de forma ativa na busca por soluções viáveis e seguras.
📩 Em caso de dúvidas, entre em contato pelos nossos canais oficiais.
*Leia também os links úteis:
Clique aqui e acesse o dossiê elaborado pelos participantes do Fórum Petros.
Clique aqui e acesse o Relatório Final do Grupo de Trabalho Petros
E mais, contamos ainda com mais de 20 Informes regulares do Fórum, disponíveis em nosso site!





